Atividade de Sintegração

Texto individual comentando as abordagens e conceitos semelhantes, assim como intercessões entre os textos da sintegração.


Primeiramente, em “Por uma arquitetura virtual - Uma crítica das tecnologias digitais”, vê-se que a tecnologia atrelada à arquitetura e urbanismo representou uma gama de possibilidades de representação com o passar do tempo, revolucionando o mercado da área e facilitando o processo de projeto com os desenhos virtuais. Contudo, a distinção entre digital e virtual é um tanto pertinente e necessita de ajustes para melhor compreensão. Entende-se que o virtual não está preso no digital e proporciona uma interação entre os indivíduos, ao passo que o digital pode ser uma ferramenta para promover o virtual, mas um não é sinônimo do outro. Ademais, no Festival de Arte com o texto “Magia além da ignorância: virtualizando a caixa-preta”, observa-se uma abordagem do embate entre mágica e técnica: a mágica é advinda de algo primitivo e está atrelada a uma causa e consequência decorrente do visual, enquanto a técnica se distancia das aparências e tem relação com os processos de causa e efeito de cunho matemático. Logo, com esse embate entre racional e magia para a busca do conhecimento, chega o termo da caixa preta, o qual a proposta é baseada no seu uso para assuntos os quais somos ignorantes, com a proposição de espaços virtuais que torne a experiência mais virtual, com os quais as pessoas possam se engajar. A partir das exposições desses dois textos, vê-se a principal interseção entre eles: O conceito de virtual trabalhado anteriormente se prolonga e se aplica no segundo texto com a experiência da caixa preta, sendo que a virtualização da caixa preta é o principal fator para a consolidação dessa maior interação. Se a proposta é desenvolver caixa preta que promova interação, devemos recorrer ao virtual. 

Por conseguinte, em se tratando de interação, é imprescindível citar o texto “Arquitetura, interação e sistemas”, em que se vê a pluralidade do termo interação, bem como a interação de dois ou mais sistemas, e, pensar nesses sistemas interativos  remete à abordagem dos outros textos sobre o virtual. O texto fala sobre interação e parece estar o tempo todo falando sobre virtual, sem citar propriamente o termo virtual. Dessa forma, através dos textos, entende-se o quão essas ideias de virtual e interativo estão profundamente relacionadas. Por fim, também é possível estabelecer uma relação entre o texto de Flusser em “Design: obstáculo para a remoção de obstáculos?” e o “Teoria do não objeto”, pela semelhança dos temas retratados; os dois tratam acerca do objeto. A conceituação do que é um não objeto é um tanto complexa, mas, de acordo com o texto, é um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais: um corpo transparente ao conhecimento fenomenológico, integralmente perceptível, que se dá à percepção sem deixar resto; também é mostrada a trajetória do objeto pela história, por algumas vanguardas europeias como o Cubismo e as características do objeto nesse contexto. Para Flusser em uma análise voltada para o design, a abordagem fica em torno do objeto como obstáculo para um resultado final; precisamos do objeto para prosseguir, mesmo esse funcionando por hora como obstáculo. 


Em suma, a intertextualidade citada durante todo esse comentário sobre os textos da sintegração é muito presente e todos os textos trazem abordagens diferentes mas que acrescentam muito para um melhor entendimento do virtual, da interação e do objeto.


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